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Nesta edição de Innovation Stories, damos a conhecer a Wavecom, uma empresa tecnológica portuguesa especializada em conectividade e soluções wireless, com uma forte aposta na inovação e no desenvolvimento de respostas para os desafios de conectividade das organizações.

Nesta conversa, falamos com Nuno Marques, Co-CEO e Administrador da Wavecom, sobre a evolução das tecnologias wireless, o impacto de tendências como o 5G, 6G, IoT, Wi-Fi 8 e Inteligência Artificial, e o papel da conectividade na transformação da indústria, das organizações e dos territórios.

À conversa com Nuno Marques | Co-CEO e Administrador da Wavecom

 

1. Nuno, para começar, fala-nos um pouco sobre a Wavecom, a sua área de atuação e o papel que desempenha no ecossistema das tecnologias wireless.

R: A Wavecom é uma empresa tecnológica portuguesa especializada em conectividade e soluções wireless, com uma forte aposta na inovação. Trabalhamos com diferentes tecnologias e parceiros para responder aos desafios de conectividade das organizações, desde redes, Wi-Fi e IoT em ambientes industriais e empresariais.

O nosso objetivo é aproximar a tecnologia das necessidades reais do mercado e ajudar os nossos clientes a tirar o máximo partido das infraestruturas de comunicações. É também esta visão que está na base do Wireless Meeting, enquanto espaço de partilha e discussão sobre o futuro das tecnologias wireless.

 

2. O Wireless Meeting tem vindo a afirmar-se como um ponto de encontro do ecossistema das tecnologias wireless. Como nasceu esta iniciativa e o que vos continua a motivar a organizar o evento?

R: O Wireless Meeting nasceu da vontade da Wavecom de criar um ponto de encontro para o ecossistema wireless, promovendo a partilha de conhecimento, experiências e novas ideias.

O que nos continua a motivar é precisamente essa capacidade de juntar diferentes players — fabricantes, operadores, empresas, academia e parceiros — para discutir tendências, desafios e oportunidades e, sobretudo, pensar em conjunto o futuro da conectividade.

 

3. O que podemos esperar da edição de 2026 e quais são os principais temas que gostariam de colocar em discussão?

R: Em 2026, queremos continuar a trazer para o Wireless Meeting os temas que estão a marcar a evolução da conectividade e a transformar a indústria e as organizações.

Vamos abordar tecnologias como 5G, 6G, Wi-Fi 8, IoT, redes privadas, inteligência artificial e cibersegurança, mas também explorar áreas emergentes como as comunicações aeroespaciais e as comunicações quânticas.

Mais do que falar de tecnologia, queremos discutir o seu impacto, os desafios e as oportunidades que estas novas soluções trazem, antecipando o que será o futuro da conectividade wireless.

 

4. O programa deste ano cruza áreas tão distintas como Smart Cities, Smart Industry, Cibersegurança, Comunicações Críticas e Aeroespaciais. O que esta diversidade diz sobre a transversalidade das tecnologias wireless e o seu impacto nos diferentes setores?

R: Esta diversidade demonstra a transversalidade das tecnologias wireless e o seu impacto crescente em praticamente todos os setores.

Hoje, a conectividade é essencial para tornar cidades mais inteligentes, transformar a indústria, melhorar os cuidados de saúde, otimizar a mobilidade e abrir novas fronteiras, como as comunicações aeroespaciais. Ao mesmo tempo, a cibersegurança é fundamental para garantir que esta transformação é feita de forma segura e resiliente.

 

5. Cibersegurança, resiliência e comunicações críticas assumem um papel relevante nesta edição. Quais são hoje os principais desafios para garantir redes mais seguras, fiáveis e resilientes?

R: O principal desafio é garantir que, à medida que as redes se tornam mais conectadas e complexas, também se tornam mais seguras e resilientes. A expansão do IoT, das redes 5G e da convergência entre IT e OT aumenta a superfície de ataque e exige uma abordagem de segurança cada vez mais integrada.

Nesta edição é dado um particular destaque às comunicações críticas, não basta garantir conectividade: é essencial assegurar disponibilidade, continuidade e capacidade de resposta perante falhas. A resiliência passa, por isso, por antecipar riscos, proteger as infraestruturas e garantir que as redes conseguem continuar a funcionar quando mais precisamos delas.

 

6. 5G, IoT, Wi-Fi 8, redes privadas e outras tecnologias estão a transformar o panorama da conectividade. Quais considera serem as tendências que terão maior impacto nos próximos anos?

R: Nos próximos anos, acreditamos que vamos assistir a uma evolução cada vez maior da conectividade, com tecnologias como o 5G, IoT, Wi-Fi 8 e redes privadas a ganharem um papel mais relevante.

Ao mesmo tempo, tendências como o 6G, a inteligência artificial, as comunicações quânticas e as comunicações aeroespaciais vão abrir novas possibilidades. Mais do que uma tecnologia isolada, será a combinação destas diferentes soluções que terá maior impacto, permitindo redes mais inteligentes, autónomas, seguras e adaptadas às necessidades de cada setor.

 

7. A aplicação das tecnologias wireless à indústria e às operações empresariais é uma das áreas com maior potencial. Que casos de uso ou aplicações considera particularmente relevantes neste momento?

R: Na indústria, vemos um enorme potencial na utilização de redes privadas Wi-Fi Industrial (7 e 8) e IoT para criar operações mais conectadas, automatizadas e eficientes. Entre os casos de uso mais relevantes estão a monitorização em tempo real, a automação de processos, a manutenção preditiva, o acompanhamento de ativos e a comunicação entre máquinas e sistemas.

Também destacaria a utilização de wireless em ambientes onde é necessária elevada mobilidade e fiabilidade, permitindo maior flexibilidade nas operações e uma resposta mais rápida às necessidades do negócio.

 

8. As Smart Cities e os territórios conectados dependem cada vez mais de infraestruturas de comunicação robustas. Que papel podem assumir as tecnologias wireless na construção das cidades e territórios do futuro?

R: As tecnologias wireless são fundamentais para criar cidades e territórios mais conectados, eficientes e sustentáveis. Permitem ligar pessoas, equipamentos e infraestruturas em tempo real, suportando aplicações como a telecontagem e gestão das Águas, regas, mobilidade inteligente, gestão de energia, iluminação, videovigilância urbana, segurança e monitorização ambiental.

O grande potencial está em criar uma infraestrutura de conectividade flexível e escalável, capaz de acompanhar a evolução das necessidades dos cidadãos e dos serviços públicos. O wireless será, cada vez mais, uma peça essencial na construção dos territórios inteligentes do futuro.

 

9. O Wireless Meeting junta empresas tecnológicas, indústria, academia e entidades públicas. Qual é a importância desta colaboração entre diferentes atores para acelerar a inovação e transformar tecnologia em valor real?

R: Esta colaboração é essencial, porque a inovação acontece quando diferentes perspetivas e competências se cruzam. Empresas tecnológicas, indústria, academia e entidades públicas têm desafios e conhecimentos distintos, e a sua aproximação permite transformar ideias e tecnologia em soluções concretas.

É precisamente essa ligação que queremos promover no Wireless Meeting: criar oportunidades para partilhar conhecimento, gerar novas parcerias e acelerar a adoção de tecnologias que tragam valor real para as organizações e para a sociedade.

 

10. Para terminar, o que gostariam que os participantes levassem consigo desta edição do Wireless Meeting e que mensagem deixaria às organizações que estão a explorar novas oportunidades na área das tecnologias wireless?

R: Gostaríamos que os participantes saíssem do Wireless Meeting com novas ideias, novos contactos e uma visão mais clara sobre as oportunidades que as tecnologias wireless podem trazer aos seus negócios e organizações.

A mensagem que deixamos é simples: as tecnologias, nomeadamente, as comunicações estão a evoluir rapidamente e quem souber acompanhar esta transformação terá novas oportunidades para inovar, ganhar eficiência e criar valor. O mais importante é conhecer e explorar essas oportunidades e perceber como podem ser aplicadas a cada realidade.

Mensagem Final

O Wireless Meeting é hoje um ponto de encontro de referência para quem acompanha e constrói o futuro da conectividade. No dia 29 de setembro, no Centro de Congressos do Estoril, vamos reunir mais de 400 participantes num dia de conhecimento, partilha e networking.

São as pessoas que dão vida e sentido ao Wireless Meeting. De dois em dois anos, esta comunidade reúne-se para partilhar conhecimento, criar ligações e discutir o futuro. É esta comunidade que queremos continuar a fortalecer e a fazer crescer.

Contamos com todos!

Nota final

Consulte mais informação sobre a Wireless Meeting 2026 – aqui: https://wireless-meeting.com/pt/#formi e sobre a Wavecom, aqui: https://wavecom.pt/

Conclusão

A história da Wavecom demonstra como a inovação tecnológica ganha verdadeiro impacto quando é acompanhada pela capacidade de compreender os desafios concretos das organizações e de transformar conectividade em soluções com valor.

Da indústria às Smart Cities, passando pelas comunicações críticas, pela cibersegurança e pelas novas fronteiras das comunicações, o wireless assume um papel cada vez mais transversal. E, num contexto de rápida evolução tecnológica, a colaboração entre empresas, academia e outros atores do ecossistema torna-se essencial para transformar conhecimento e tecnologia em novas oportunidades.

E talvez seja essa a principal lição desta Innovation Story: mais do que acompanhar a evolução da tecnologia, inovar é saber antecipar oportunidades, criar ligações e encontrar formas concretas de aplicar a tecnologia para gerar valor.